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Sebaceous Gland Carcinoma

Carcinoma da Glândula Sebácea

Carcinoma sebáceo da pálpebra superior com coloração amarela
Carcinoma sebáceo — coloração amarela, margens irregulares
Carcinoma sebáceo da pálpebra superior com pálpebra retraída mostrando disseminação conjuntival
Disseminação pagetóide para a conjuntiva palpebral

O carcinoma da glândula sebácea (CGS) é a terceira malignidade palpebral mais comum em populações ocidentais e a segunda mais comum em populações asiáticas. Surge das glândulas de Meibômio (placa tarsal), glândulas de Zeis (folículos de cílios) ou glândulas sebáceas da carúncula. A pálpebra superior é afetada duas vezes mais frequentemente que a pálpebra inferior — refletindo o maior número e tamanho das glândulas de Meibômio no tarso superior.

O CGS é notório por se disfarçar como condições benignas. Os mimetizadores mais comuns são:

  • Hordéolo recorrente — mimetização mais perigosa; qualquer hordéolo que recorra após drenagem adequada deve ser biopsiado
  • Blefarite crônica ou disfunção da glândula de Meibômio
  • Conjuntivite unilateral que não responde ao tratamento antibiótico

Uma característica-chave que distingue o CGS do carcinoma basocelular é sua capacidade de se disseminar intraepitelialmente (disseminação pagetóide) por todo o epitélio conjuntival e pele sem formar uma massa discreta, tornando as margens clínicas não confiáveis. Isso também explica por que pode se apresentar como eritema palpebral crônico e difuso com madarose (perda de cílios) — uma apresentação facilmente atribuída a blefarite por meses ou anos.

Diagnóstico: Biópsia de pele total da pálpebra (incluindo conjuntiva) e biópsias mapeadas da conjuntiva para avaliar a extensão da disseminação pagetóide. Imunohistoquímica (EMA, adipofilina, receptor de androgênio) confirma diferenciação sebácea. O CGS está associado à síndrome de Muir-Torre (mutações germinativas em MLH1 ou MSH2) — teste de instabilidade de microssatélites e encaminhamento oncológico são apropriados, especialmente em pacientes menores de 60 anos.

Tratamento: Excisão local ampla com controle de congelação de todas as margens, incluindo margens conjuntivais se houver disseminação pagetóide. Biópsia de linfonodo sentinela é apropriada. Exenteração pode ser necessária para invasão orbitária ou disseminação pagetóide extensa. Radioterapia adjuvante é usada para margens positivas ou doença nodal regional. A mortalidade específica pela doença em 5 anos é de aproximadamente 10–20%.

Perguntas frequentes

Por que o carcinoma sebáceo é chamado de 'o grande impostor'?
Porque frequentemente imita condições benignas — um calázio recorrente ou blefarite crônica unilateral. Um calázio que continua reaparecendo no mesmo local deve ser biopsiado.