Parte do nosso guia completo sobre Cirurgia do Sistema Lacrimal e Ducto Lacrimal — esta página aborda em detalhes a avaliação de olho lacrimejante.
Avaliação do Lacrimejamento
Uma avaliação sistemática identifica o local e a gravidade da obstrução antes de planejar o tratamento.
Histórico
- Duração e lateralidade do lacrimejamento
- Secreção, dor ou inchaço associados sobre o saco lacrimal
- Cirurgia ocular anterior, quimioterapia ou uso de medicamentos tópicos (especialmente colírios anti-glaucoma)
- Histórico de trauma facial, cirurgia nasal ou sinusite crônica
- Episódios anteriores de dacriocistite
Testes Clínicos
- Teste de desaparecimento de corante (DDT): corante fluorescente colocado em ambos os olhos; persistência do corante na lâmpada de fenda após 5 minutos indica drenagem atrasada. Quantificado pela assimetria entre os olhos
- Teste de Jones I (teste primário de corante): haste de algodão colocada sob o corneto inferior; recuperação de fluoresceína confirma a permeabilidade funcional de todo o sistema
- Teste de Jones II (teste secundário de corante): se o teste de Jones I for negativo, o saco é irrigado com solução salina clara; recuperação de fluido corado com fluoresceína do nariz indica que o corante chegou ao saco (obstrução funcional ou parcial no/abaixo do saco), enquanto que a recuperação apenas de solução salina clara sugere que o corante nunca chegou ao saco (disfunção puncial/canalicular)
- Irrigação lacrimal / sondagem: uma cânula fina irriga o sistema através do ponto. Parada dura (sonda atinge a parede medial do saco contra o osso lacrimal) indica um sistema canalicular pérvio até o saco, localizando qualquer obstrução no ou abaixo do saco; parada mole (sonda encontra resistência esponjosa antes de atingir o osso) sugere obstrução canalicular proximal ao saco. O refluxo de fluido indica obstrução nasolacrimal
- Teste de regressão: pressão sobre o saco lacrimal exprime material mucóide ou purulento através do ponto — confirma um saco obstruído e infectado (dacriocistite)
Imagenologia
- Tomografia computadorizada de órbitas e seios paranasais: identifica a anatomia óssea, as dimensões do canal nasolacrimal e a patologia dos seios; essencial antes da cirurgia de DCR de revisão
- Dacriocistografia (DCG): contraste injetado no sistema delineia a anatomia e identifica o nível de obstrução
- Endoscopia nasal: avalia a cavidade nasal, o meato inferior e a válvula de Hasner; identifica a patologia intranasal (pólipos, desvio de septo) que pode contribuir para a obstrução
