Parte de nosso guia completo sobre Tumores de Pele da Pálpebra — esta página cobre carcinoma de células escamosas em detalhes.
Carcinoma de Células Escamosas

O carcinoma de células escamosas (CCE) é a segunda malignidade palpebral mais comum, representando ~5–10% dos cânceres de pálpebra. Origina-se dos queratinócitos da epiderme e tem um potencial metastático significativamente maior que o CBC — metástase para linfonodos regionais ocorre em 1–24% do CCE periocular dependendo do subtipo, profundidade e localização.
Fatores de risco: exposição UV cumulativa, ceratose actínica (lesão precursora), imunossupressão (receptores de transplante de órgão sólido têm risco dramaticamente aumentado), xeroderma pigmentoso, inflamação crônica ou cicatrização, e radioterapia prévia.
Aparência clínica: O CCE frequentemente surge dentro de uma ceratose actínica e se apresenta como uma placa eritematosa, escamosa e endurecida que pode ulcerar. Diferentemente do CBC, a borda tende a ser menos bem definida e a lesão pode parecer firme ou fixa às estruturas profundas. A pálpebra inferior e a margem palpebral são sítios comuns.
Características de alto risco que aumentam o risco de recorrência e metástase: invasão perineural, espessura tumoral > 2 mm, histologia pouco diferenciada, lesão recorrente, hospedeiro imunossuprimido, e localização na margem palpebral ou canto medial. CCE periocular de alto risco justifica biópsia de linfonodo sentinela ou imagem eletiva de parótida/pescoço.
Tratamento: A cirurgia de Mohs com reconstrução no mesmo dia é preferida para CCE periocular primário. Excisão local ampla com controle de seção congelada é uma alternativa. Radioterapia adjuvante é usada para invasão perineural, margens positivas que não podem ser limpas cirurgicamente, ou doença nodal regional. Terapia anti-PD-1 (cemiplimab) é aprovada para CCE localmente avançado ou metastático não passível de cirurgia ou radioterapia.
