Melanoma

O melanoma cutâneo da pálpebra é raro, representando ~1% das malignidades palpebrais, mas apresenta a maior mortalidade de todos os cânceres de pele periocular. Origina-se de melanócitos na epiderme e pode ocorrer de novo ou dentro de um nevo pré-existente. O subtipo mais comum na pálpebra é o melanoma lentigo maligno (surgindo em uma mácula irregularmente pigmentada e de crescimento lento em pele danificada pelo sol em pacientes idosos), seguido pelo melanoma de disseminação superficial e melanoma nodular.
Diagnóstico: Os critérios "ABCDE" se aplicam: Assimetria, Irregularidade da Borda, Variação de Cor (múltiplos tons de marrom, preto, vermelho ou branco), Diâmetro >6 mm e Evolução (mudança ao longo do tempo). O melanoma amelanótico carece de pigmento e pode imitar CBC ou CEC — um alto índice de suspeita é necessário. A dermatoscopia auxilia a avaliação clínica. Biópsia incisional ou excisional com estadiamento patológico (profundidade de Breslow, nível de Clark, taxa mitótica, ulceração) é necessária antes da cirurgia definitiva.
Tratamento: Excisão local ampla com margens de 5–10 mm (dependendo da profundidade de Breslow) e biópsia de linfonodo sentinela para lesões >0,8 mm ou com características de alto risco. Lentigo maligna na margem palpebral apresenta um desafio reconstrutivo porque margens adequadas podem exigir excisão de espessura total da pálpebra. Terapia sistêmica adjuvante (inibidores de BRAF/MEK para melanoma BRAF-mutante, imunoterapia anti-PD-1) é usada para doença de alto risco ou metastática.
